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Contador Grátis Miguel Souto: COMO SABEMOS A IDADE DA TERRA?

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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domingo, 13 de novembro de 2016

COMO SABEMOS A IDADE DA TERRA?

EARTH
Fonte: NASA

Como é possível determinarmos a idade do nosso planeta? Quais técnicas utilizadas? São precisas? A resposta científica sobre a idade da Terra geralmente vai de encontro a alguns posicionamentos religiosos.


No dia-a-dia nos deparamos com perguntas aparentemente simples, porém relevantes e até revolucionárias, supondo que a busca pela resposta provoque uma maior reflexão, aprimorando idéias ou conceitos elaborados e endossados. Aprecio questionamentos rústicos que beiram a ingenuidade presente na infância, como saber por que um avião, pesando toneladas, consegue sustentar-se no ar etc.

É necessário sempre a indagação, ferramenta de mudança de perspectivas que nos move, nos tirando por vezes de respostas tradicionais, enraizadas em mitos. Há pessoas que, motivadas por essas raízes regionais e ancestrais, exercendo sua liberdade de pensamento, negligenciam evidências científicas. Reiteramos que estas pessoas tem total liberdade para essa escolha, porém estão equivocadas.

Já fui questionado sobre a idade do planeta Terra e do próprio homem, sendo que a resposta científica, em tese, vai de encontro a definições religiosas ou bíblicas. As perguntas geralmente vem elaboradas e argumentadas da seguinte maneira: "Como os cientistas sabem que a Terra tem tantos bilhões de anos? Mas de Adão pra cá só tem 6 mil anos! Como você explica isso?"

Com técnicas como a Dendrocronologia - análise dos padrões dos anéis de troncos de árvores onde, por exemplo, círculos claros e escuros correspondem ao verão e ao inverno - é possível determinar com precisão climas antigos e datas em até 9 mil anos atrás! Logo, uma pequena análise numa determinada madeira pode definir uma idade superior àquela difundida como limite por muitas denominações religiosas.

Na Geocronologia, há diversas ferramentas e métodos aplicáveis para verificar o decaimento radioativo, determinando exatamente a idade de uma rocha ou da própria Terra:

* Datação com urânio e com o potássio: "... o isótopo de urânio 238 sofre decaimento radioativo, terminando como chumbo 206 (Pb-206). O tempo de meia-vida, isto é, o tempo necessário para que a quantidade dos núcleos do urânio 238 se reduza à metade, em qualquer amostra, é de 4.5 bilhões de anos."

* Datação com o potássio 40: "...o decaimento do potássio 40 por capturar um elétron ou por emitir pósitrons, forma o argônio 40". A relação entre o argônio e o potássio determina a idade de rochas e dos fósseis.

* Potássio-argônio: baseia-se no decaimento natural do isótopo radioativo K40 para o elemento estável Ar40, ou seja, "devido a reações no núcleo, átomos de potássio-40 viram argônio-40 sempre a uma mesma velocidade. A proporção entre esses átomos numa rocha pode dizer exatamente quando ela se formou".

Há outros métodos ainda como: Método Urânio(U)-Chumbo(Pb) em Zircões, Método Rubídio(Rb) - Estrôncio (Sr), Método do C14 ou Radiocarbono. O artigo completo sobre eles você encontra aqui.

Utilizando desses métodos científicos foi divulgado no ano de 2014 a idade da rocha mais antiga encontrada no nosso planeta: 4,4 bilhões de anos! Trata-se de um fragmento de zircônia.  A notícia na íntegra está aqui.

Admito que, exceto a dendrocronologia, tais métodos são difíceis de compreender para a maioria dos leigos como eu. As equações são imponentes e causam pavor (risos). Sabemos, entretanto, que esses são os meios confiáveis para o esclarecimento de dúvidas sobre a idade de um material, sedimento, espécie, Planeta.

É necessário desprender-se de ideias tradicionais que limitam nossa visão de mundo. 

Geologicamente falando, vivemos alguns segundos, mas isso não nos impede de apreciarmos todas as horas do relógio, com precisão. Podemos, seguindo regras científicas, admirar os enormes, conturbados e maravilhosos 4,6 bilhões de anos de existência da Terra e de tudo que nela há, incluindo nós mesmos.

Há diversos sites onde a data do planeta Terra não é aproximada ou arredondada, com isso chegamos aos precisos 4,56 bilhões de anos. Recomendo um belíssimo artigo sobre os primórdios e processos geológicos do Planeta e métodos aplicáveis nesse site.

Todas as pessoas tem plena liberdade para acreditar no que quiserem, como o pensamento de que o Planeta e nossa espécie possuem apenas alguns milênios de anos, porém, diferente do que a maioria das religiões pregam a respeito, a ciência apresenta provas, e isso independe de posicionamento ideológico pessoal, pois é fato real. 

Breve poderei publicar outro artigo comentando sobre veracidade de fósseis de dinossauros e de nossos ancestrais.


Texto e pesquisa: Miguel Jr Arts

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