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Contador Grátis Miguel Souto: RÉVEILLON E CALENDÁRIOS - POR QUE ENTRAREMOS EM 2016?

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

RÉVEILLON E CALENDÁRIOS - POR QUE ENTRAREMOS EM 2016?

Hoje, dia 31 de dezembro, muitos estão na expectativa para o novo ano, inclusive investiram muito para tal, como em figurino específico e aluguéis de apartamentos com visão privilegiada para o mar e show pirotécnico – o que não é meu caso. Mas afinal: por que comemoramos o réveillon? Por que exatamente 1 de janeiro? E mesmo que pareça óbvia é salutar questionar: todos os povos comemoram a entrada do ano de 2016?

RIO NEW YEAR
CRÉDITOS IMAGEM: WIKIPÉDIA



Réveillon

Réveillon é um termo de origem francês, réveiller, e significa “acordar, despertar do ano”. Há influência ainda do latim, vigilare, , "estar atento, estar em vigília".




1 de janeiro

Em 46 a.C. o imperador romano Júlio César fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo. Os romanos, que eram politeístas, dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. Devido ao grande domínio político e influência de Roma, tal determinação se espalhou por diversos países da Europa ao longo do tempo. Convêm lembrar porém, que até 1751, por exemplo, em alguns países de domínios britânicos e Inglaterra o ano-novo começava em 25 de março, data que marcava a chegada da primavera.




Calendários Juliano X Gregoriano


Estamos no calendário Gregoriano , isso por que em 1582 o Papa Gregório XIII (1502–1585) o implantou, substituindo o calendário Juliano. Neste último, os anos bissextos ocorrem sempre de quatro em quatro anos, enquanto que no calendário gregoriano não são bissextos os anos seculares exceto os múltiplos de 400. 

Pelo que pude observar em artigos, a diferença é a duração do ano (365,25 dias no Juliano e 365,2425 dias no Gregoriano) e nas regras para recuperação do dia perdido. O ajuste geral ficou em torno de 10 dias, uma adequação cultural estratégica após vários anos. No geral, o Calendário Juliano estava 10 dias atrasado em relação ao ano tropical, logo 10 dias do mês de outubro foram ignorados (4 de outubro para o dia 15 de outubro de 1582). 




2015

O ano atual é 2015 D.C. A Era Cristã ou Era Comum é atribuída ao sistema do Anno Domini - "ano do Senhor", em latim. Foi desenvolvido em Roma por Dionísio, o Exíguo, em 527, ao trabalhar na data da Páscoa cristã. 

A suposta data do nascimento de Jesus sugerida por Dionísio que marca as siglas (A.C./ D.C.) marca essa era. 

A.C. - Antes de Cristo e d.C. - depois de Cristo, em inglês é "Before Christ", ou b.C. e a.D. em inglês, que significa Ano Domini, respectivamente. 

Vale ressaltar que tal marcação histórica é considerada incorreta pela maioria dos acadêmicos, julgando-se que teria ocorrido entre 8 a.C. e 4 a.C.. Jesus terá nascido antes da morte de Herodes, o Grande, no ano 4 a.C. 

Em outras palavras, considerando que realmente o Jesus histórico existiu (já explanei meu agnosticismo a respeito) estaríamos aproximadamente em 2019, quatro anos à frente.



Como contamos o ano

A raça humana sempre teve a necessidade de contar ou mensurar o tempo, e o fez dividindo-o, fragmentando-o a partir de observações naturais e suas implicações diretas, como pôr do sol, fases da Lua etc. 

Caçadores na Europa, há 20 mil anos, riscavam traços em pedaços de ossos, já os Sumérios, há 5 mil anos, dividiam o ano em 12 meses de 30 dias. Os babilônicos, há 4 mil anos, dividiam o ano de 12 meses lunares que se alternavam em 29 e 30 dias, totalizando 354 dias, e por fim, como exemplo, os egípcios em aproximadamente 4.236 A.C. fizeram um calendário com 365 dias, inicialmente baseado nos ciclos lunares, mas depois o ajustaram ao perceber que quando o Sol se aproximava da "Estrela do Cão" (Sírius), estava próximo do Nilo inundar.

Há diversos calendários adotados: solar: Baseado no movimento da Terra em torno do Sol (Calendário Cristão) , lunar: Baseado no movimento da Lua (Calendário Islâmico) e Lunisolares: Os anos estão relacionados com o movimento da Terra em torno do Sol e os meses com o movimento da Lua em torno da Terra (Calendário Hebreu) etc.

O ano atualmente corresponde a 365,242190 dias, mas ele varia. O tempo decorrido entre duas Luas Novas ou "mês sinódico" atualmente corresponde a 29,5305889 dias, porém varia. 

Um ano trópico, ano das estações ou ano solar é o tempo entre duas passagens pelo equinócio de primavera, pelo solstício de verão, pelo equinócio de outono ou pelo solstício de inverno. Basicamente definido por dias dessas transições cruciais, algo absolutamente coerente com costumes agrícolas. O ano civil se baseia no ano trópico, com pequenos ajustes de dias.




Ano novo em outros países e culturas

O ano novo, assim como o natal é questão cultural. Em outros países o ano novo e até o próprio calendário é diferente do gregoriano: Na China, ocorre no fim de janeiro ou fevereiro. Em 09 de fevereiro de 2016 eles celebrarão o ano 4714. Para os judeus a celebração foi em setembro de 2015 (1º dia do mês de Tishrei - RoshHashaná). Segundo o calendário judaico o ano atual é 5.776. Na Índia há três datas: 1º de março (sul), 1º de outubro (leste e no centro) e 14 de abril (comunidade tâmil) - Festa das Luzes. 

Vamos explanar esses três exemplos culturais a seguir;


Calendário Chinês

O calendário chinês surgiu com Huang-ti em 2637 a.C. O ano inicia com a lua nova, ou seja, 21 de Janeiro e 20 de Fevereiro. Foi elaborado com base no tempo que a Lua leva para dar uma volta em torno da Terra - cerca de 29 dias e 12 horas. Eles também utilizam seu próprio calendário, baseado no zódiaco chinês. Segundo este, o ano começará em 09 de fevereiro de 2016 e estraremos no ano de 4714, o ano do macaco.

Calendário do Judaísmo

Os judeus comemoram o Ano Novo (RoshHashaná) no 1º dia do mês de Tishrei, que é o nome do primeiro mês do calendário judaico e geralmente ocorre em meados de setembro.

Para o judaísmo, o dia em que Deus criou Adão e Eva marca o início da contagem do tempo. O ano um da era judaica corresponde ao ano 3761 a.C. Em setembro desse ano, eles celebraram o ano de 5.776. Estamos, portanto, vivendo o ano 5.776 (iniciado no pôr do sol de 13 de setembro de 2015).

O que chamou minha atenção foi uma tabela cronológica dos Patriarcas criadas pelo Judaísmo e apresentada no site Verdade Viva. Nela, Adão ou o homem nasceu em 3.760 a. C. Logo, a espécie humana, bem como todos os seres vivos, presumivelmente, teriam 5.776 anos. 

Pessoalmente respeito tal percepção religiosa - como qualquer outra -, porém vai de encontro a qualquer vestígio fóssil e processo evolutivo comprobatório. Exemplos: o fóssil de Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos chamado Lucy e o Tiranossauro , T-rex, da família Tyrannosauridae,
que viveu durante o final do período cretáceo - 65 milhões de anos - na América do Norte. 

Esses exemplos palpáveis e simultaneamente provas irrefutáveis vão de encontro à crença judáica. Nem comentei sobre a análise criteriosa da idade de rochas sedimentares terrestres ou de meteoritos.

Calendário da India

Cada um dos grupos religiosos na Índia tem sua própria data para o início do ano. Eles comemoram em três datas diferentes, sendo 1º de março (sul da Índia), 1º de outubro (leste e no centro indiano) e 14 de abril (comunidade tâmil). O réveillon hindu é conhecido como a Festa das Luzes.

Adicionando mais um exemplo de diferenças na contagem de tempo, podemos mencionar sobre o Islamismo, onde o grande evento religioso registrado foi no ano de 622 d.C., quando Maomé deixou Meca e foi para Medina, sendo um marco relevante similar ao Cristo. Nessa configuração, atualmente estamos no ano de 1437.

Há tanta diversidade e distinção na elaboração dos calendários que podemos até citar ainda, pra finalizar, o calendário Maia.




Conclusão

Toda essa análise que fizemos de contagem do tempo, calendários e eventos relevantes específicos foram pra evidenciar a relatividade geográfica e cultural. A contagem dos anos sempre baseou-se nas fases da Lua e movimentos aparentes do Sol, algo absolutamente coerente, e foram levemente adaptados ao longo do tempo. 

As comemorações anuais, por outro lado, bem como seus protagonistas religiosos ou não, são inerentes de um povo, que criou, herdou ou adaptou tais culturas. 

Que 2016 seja um bom ano, mas não podemos nos esquecer: é apenas mais uma translação do planeta Terra e não é exatamente 2016, pode ser 2019 (adicionando o provável nascimento do Cristo), 4714 (calendário Chinês), 5.776 (calendário do Judaísmo). 

O que posso afirmar é: A Terra tem 4,56 bilhões, os homo sapiens, cerca de 200 mil anos e eu já presenciei 30 translações. Espero presenciar muito mais. 

A propósito: o dia do aniversário deveria ser mais importante que o ano novo e este, por sua vez, deveria ser comemorado num solstício.



Texto e Pesquisa:
Miguel Jr Arts

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