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Contador Grátis Miguel Souto: REFLEXÃO SOBRE O NATAL - SOLSTÍCIO

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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sábado, 26 de dezembro de 2015

REFLEXÃO SOBRE O NATAL - SOLSTÍCIO

Feliz solstício ou natal! 

Ontem, dia 25 de dezembro, comemorou-se o natal, pelo menos em grande parte do ocidente. 

Muitos, influenciados pela tradição religiosa, não percebem que sua origem data antes do nascimento de Cristo*.  Essa comemoração é herança direta de festas pagãs homenageando o Sol (mais uma vez os humanos reverenciando a natureza, o simples fato da inclinação do planeta propiciando aparente elevação solar).

No dia 24 de dezembro, ocorreu o solstício de inverno (menor dia do ano a partir do qual a duração do dia começa a crescer) nos EUA, e o de verão (longo dia do ano) no Brasil. Tais eventos naturais que marcam inicio de mudanças nas estações e consequente efeitos nas colheitas etc, inspiraram mitologias como as persa e hindu que reverenciavam as divindades de Mitra ("Sol Vencedor"). Logo estas, por sua vez, foram estrategicamente adaptadas ou impostas por Roma/Igreja (Sol Invictus): eis que temos o Natal.

Quanto ao nascimento de Cristo não há data precisa, apenas conveniências - cientificamente falando há grandes inconsistências estruturais gerais. Sim, embora a existência de Cristo seja aceita por muitos historiadores, faltam evidências fidedignas e os pouquíssimos parágrafos a ele referidos como em livros de Flávio Josefo (37 d.C., Jerusalém, Israel - 100 d.C., Roma, Itália), foram supostamente alterados pela imponente Igreja católica.

Convêm, portanto, lembrar que todas as mobilizações de natal são oriundas de festas pagãs, e hoje impulsionadas pelo marketing, comemorando um feito natural de inclinação do eixo da Terra. Apenas isso. Estamos festejando o "nascimento" do Sol. A fé e a cultura força-nos a substituir esse sol por um menino chamado Jesus.

Em todo caso, reunir a família, refletir sobre ações e abraçar amigos são gestos nobres. Feliz Solstício!

* Não há a mínima referência ou vaga indicação sobre a data de nascimento de Cristo, somente adaptação estratégica. Pessoalmente falando, não posso provar que Jesus não existiu, mas receio de que seja apenas um símbolo fictício criado ou modificado pela Igreja católica. E se existiu, foi um moreno, de estatura mediana (diferente do padrão europeu difundido) que pregava a paz e humildade, mas jamais realizou feitos sobre humanos. 

É no mínimo intrigante e suspeito de que um humano tão relevante e revolucionário na sociedade da época não tenha deixado registros históricos, principalmente na chamada Dinastia Júlio-Claudiana que abrange toda sua existência e posterior influência: (31 a. C. - 68 d. C.) - Octávio (ou Otaviano) César Augusto (31 a. C.- 14 d. C.), Tibério (14 d. C.- 37 d. C.), Caio Calígula (37 d. C.- 41 d. C.), Cláudio (41 d. C.- 54 d. C.) e Nero (54 d. C.- 68 d. C.). 

Tecnicamente o Imperador César Augusto ou Tibério, principalmente, poderiam mencionar seu nome numerosas vezes, dado o suposto impacto comportamental e influência do Messias e seus seguidores que desafiavam ao sistema. 

Fica evidenciado aqui meu agnosticismo quanto a vida de Jesus. E como disse, mesmo que ele tenha existido, foi um humano com boas ideias, mas desprovido de poderes. Além disso, termos religiosos como "salvação" e "vida eterna" que são ligados diretamente as ações promovidas pelo Cristo, não são relevantes numa consciência ateísta (sequer tem significado), mas sim, num cérebro que necessita de um único mecanismo capaz de enxergá-las: fé.



Texto: Miguel Jr Arts

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