sábado, 26 de dezembro de 2015

REFLEXÃO SOBRE O NATAL - SOLSTÍCIO

Feliz solstício ou natal! 

Ontem, dia 25 de dezembro, comemorou-se o natal, pelo menos em grande parte do ocidente. 

Muitos, influenciados pela tradição religiosa, não percebem que sua origem data antes do nascimento de Cristo*.  Essa comemoração é herança direta de festas pagãs homenageando o Sol (mais uma vez os humanos reverenciando a natureza, o simples fato da inclinação do planeta propiciando aparente elevação solar).

No dia 24 de dezembro, ocorreu o solstício de inverno (menor dia do ano a partir do qual a duração do dia começa a crescer) nos EUA, e o de verão (longo dia do ano) no Brasil. Tais eventos naturais que marcam inicio de mudanças nas estações e consequente efeitos nas colheitas etc, inspiraram mitologias como as persa e hindu que reverenciavam as divindades de Mitra ("Sol Vencedor"). Logo estas, por sua vez, foram estrategicamente adaptadas ou impostas por Roma/Igreja (Sol Invictus): eis que temos o Natal.

Quanto ao nascimento de Cristo não há data precisa, apenas conveniências - cientificamente falando há inconsistências,  embora sua existência seja aceita por muitos historiadores (vale a pena conferir livros de Flávio Josefo - 37 d.C., Jerusalém, Israel - 100 d.C., Roma, Itália - um dos poucos autores que nasceram logo após sua morte e o mencionaram.

Convêm, portanto, lembrar que todas as mobilizações de natal são oriundas de festas pagãs, e hoje impulsionadas pelo marketing, comemorando um feito natural de inclinação do eixo da Terra. Apenas isso. Estamos festejando o "nascimento" do Sol. 

Em todo caso, reunir a família, refletir sobre ações e abraçar amigos são gestos nobres. Feliz Solstício!

Observações:

Não há a referência ou indicação sobre a data de nascimento de Cristo. O Jesus histórico certamente existiu, mas acredito que foi um moreno, de estatura mediana (diferente do padrão europeu difundido) que pregava a paz e humildade, mas, acredito, não realizou feitos sobre humanos. 

É intrigante estudar essa época, pois um homem tão relevante e revolucionário teoricamente deveria deixar grandes registros históricos, principalmente na chamada Dinastia Júlio-Claudiana que abrange toda sua existência e posterior influência: (31 a. C. - 68 d. C.) - Octávio (ou Otaviano) César Augusto (31 a. C.- 14 d. C.), Tibério (14 d. C.- 37 d. C.), Caio Calígula (37 d. C.- 41 d. C.), Cláudio (41 d. C.- 54 d. C.) e Nero (54 d. C.- 68 d. C.). 

Tecnicamente o Imperador César Augusto ou Tibério, principalmente, poderiam mencionar seu nome numerosas vezes, dado o impacto comportamental e influência do Messias e seus seguidores que desafiavam ao sistema. 


Texto: Miguel Souto

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