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Contador Grátis Miguel Souto: REFLEXÃO ANIVERSÁRIO

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

REFLEXÃO ANIVERSÁRIO

O AMANHÃ
MIGUEL JR ARTS


Essa ilustração acima foi desenhada em A4 no ano de 2006, reformulada no Corel em 2008, e finalmente em 2015, onde recebeu leves cores. As modificações que realizei foram ínfimas, preservando ao máximo o projeto de 2008. Trata-se de uma pequena série com temática reflexiva, chamada 'Série gótica estendida'. Sim, o estendida com "x" foi proposital. Ou não. A arte nos dá tal liberdade. 

Esse é um post informal com carga reflexiva pessoal, sem grandes referências ou pesquisas. Trata-se de uma pequenina reflexão filosófica sobre a existência (hoje, dia 21 de julho, é meu aniversário).

Em última instância, usamos como referência pra festejar nosso nascimento, a translação terrestre. Um específico ponto desta. Só podemos festejar 80 ou 110 translações, no máximo. Cada comemoração nos faz lembrar da porção da fatia da pizza que ingerimos e as que restam, supostamente.

Aniversário é motivo para alegria, obvio, mas também para reflexão. O que fizemos nos últimos 365 dias ou nas últimas 8.760 horas(!)? E o que pensar sobre todo o tempo acumulado?

A cada aniversário adquirimos mais experiência que moldam nossas percepções e ações. Fatos e acontecimentos pessoais bons ou ruins influenciam em nosso amadurecimento, mas a cada aniversário também ficamos mais velhos, e cada vez, mesmo não admitindo, nos aproximamos do fim - isso não é pessimismo, é realismo.

Quando somos crianças, ansiosos com o bônus da independência, esquecemos do ônus da velhice (e responsabilidades civis, pressões de mercado etc). Queremos completar logo, por exemplo, 18 anos, esquecendo dos benefícios de uma fase descompromissada de descobertas, brincadeiras e proteção do ECA.

Aos 18 anos, diante do competitivo mercado de tralho e diversos desafios e escolhas profissionais, percebemos o quanto a infância foi boa. Aos 30 ou 40 anos, temos absoluta certeza disso.

Quanto mais velho, normalmente, maior o senso de saudosismo. Pesquisas apontam que isso é herança de nossos ancestrais. Nas cavernas, relembrar acontecimentos e transmitir experiências era crucial para o entretenimento e sobrevivência.

Agarrar-se ao passado bom é uma forma de escapismo, geralmente praticada por quem não se sente bem no presente. É comum vermos idosos relembrando os velhos e brilhantes tempos. Eles tem consciência do fim iminente, e por não estarem, suponho, aproveitando o presente, precisam agarrar-se ao passado na esperança de ter significado e destaque e orgulho no meio da nova geração tão ativa.

O problema não é exatamente o tempo biológico vivido (embora seja um enorme problema), mas o que pensamos sobre esse tempo biológico vivido. Há idosos com disposição e motivação juvenil. Há jovens psicologicamente velhos.

É preciso aproveitar mais nosso curto tempo. Vivemos 80 anos, num País que tem 500 anos, numa espécie que escreve há 6 mil e que convive em sociedade e agricultura há 10 mil, e está como espécie há cerca de 150 mil, num Planeta que tem 4.5 bilhões. É uma vida efêmera. 

A vida, assim como as estrelas, acaba um dia. Sim, nosso Sol viverá por mais 5 bilhões de anos. Até ele está com seus dias contados. Assim que o hidrogênio acabar, ele se expandirá e se tornará uma gigante vermelha, depois uma anã branca. Claro que isso demorará, e talvez nossa espécie nem esteja aqui, porém como proferi, ele está com seus dias contados.

Na perspectiva humana, nós, como todos os mamíferos e seres, seguimos o mesmo ciclo. Quem, como eu, tem 30 anos hoje (apse biológico suponho), terá supostamente mais sete décadas - se as circunstâncias forem favoráveis, desconsiderando doenças hereditárias, ocupacionais, acidentes, fatalidades, crimes nesse Brasil inseguro e com clima de impunidade.

É preciso degustar lentamente cada porção desse prato, que é a vida. Após o fim, há o vazio da inconsciência eterna. Inexistência. Para nós, ateus, não há paraíso após as sinapses cessarem no cérebro, por isso, como disse, é preciso aproveitar (o máximo possível) as próximas 9 mil horas, algo que não fiz devidamente. 


Texto: Miguel Jr Arts

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