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Contador Grátis Miguel Souto: SÉRIE FOREVER - CRÍTICA

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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terça-feira, 3 de março de 2015

SÉRIE FOREVER - CRÍTICA

Forever
Fonte: Warner


Dados tecnicos:

Essa série americana do Canal ABC, criada por Matthew Miller, estreou em setembro de 2014.

No Brasil, ela é exibida pelo canal Warner.
Serão 22 episódios só na primeira temporada.


Sinopse:


Henry Morgan, um famoso médico-cirurgião de Nova York, é imortal e tem 200 anos de idade. Quando chegou aos 35, ele morreu pela primeira vez, e mesmo eventualmente falecendo, sempre renasce. Trabalhando ao lado de sua parceira, a detetive Jo Martinez, ele busca explicação e reversão de sua imortalidade, enquanto sabiamente soluciona complexos crimes.


Crítica:

Eis que o "Senhor Fantástico"/"homem elástico" do Filme "Quarteto Fantástico" resurge. Reconheci imediatamente o ator Ioan Gruffudd, que mesmo não sendo nem um pouco elástico, mantêm habilidades super-humanas.

Eu não sabia, mas ele participou do filme Titanic, fazendo o papel do oficial Harold Lowe, dentre outros.

A série é interessante, pois mescla dois gêneros distintos: policial e ficção. É uma mistura de Sherlock holmes, CSI Investigação Criminal (confira aqui a belíssima e cara abertura da Temporada 10) e um super herói qualquer tímido e recluso. Claro: ele não salva vidas, mas é imortal e tenta manter tal segredo.

Diferente de Sherlock holmes, a série não apresenta gráficos nas cenas de elucidação ou análise técnica de crimes. Na minha opinião, deveria, pois traz elegância e criatividade, além de auxiliar a narrativa. Exemplo: em um episódio, Henry comenta sobre um sujeito que se jogou de uma ponte, alegando que é uma das piores mortes possíveis (no impacto com a água, a bacia se rompe e os fragmentos afiados de ossos rasgam intestinos, estômago e até pulmões). Nesse momento poderiam exibir tais rompimentos etc.

Apesar de seguir a rotina de um legista, a série é leve - até demais. Há momentos em que são exibidos os cadáveres, mas em sua maioria de longe, de perfil, cobertos parcialmente, desfocados, limpos em excesso. Suponho ter sido uma estratégia para diminuição da faixa etária. Pra mim, um ponto negativo. Deveriam mostrar a mesa de autopsia repleta de sangue, cadáveres (ou bonecos) com genitália exposta, abertura de crânios com serra. Impressionante como o avental do Henry está sempre limpo e impecável!

O ator Gruffudd apresenta em tela, carisma, segurança, inteligência e até um pouco de solidão, dada sua habilidade e necessidade de discrição. 

Henry é muito preocupado com seu segredo, tanto que sempre torcemos para 
a Detetive Jo Martinez (Alana de la Garza) descobri-lo. Ela as vezes chega bem próximo. Mas só. Mesmo após ouvir problemas íntimos da detetive e esta oferecer-se para ouvi-lo como amiga confidente, Henry não cede. Continuamos na torcida.

A atuação dos dois é bem legal, mas a relação é pálida e bem técnica. Já que ela é viúva e Henry também, poderia rolar um relacionamento conturbado ou pequenas e finas camadas de amor contido, mas não há.

A relação de Henry com Abe (Judd_Hirsch), seu melhor amigo e filho adotivo, resgatado em um campo de concentração é muito boa. Os dois em cena transmitem muita intimidade e espontaneidade. Por vezes as partes cômicas são aplicadas nos diálogos deles, o que é maravilhoso.

Uma das qualidades intocáveis da série é sua trama técnica - criminal. Os casos, novos a cada episódio, são complexos, detalhados, apresentando reviravoltas impressionantes. O alto nível de sensibilidade, precisão e conhecimento forense do personagem principal é inebriante, estimulando nossa curiosidade sempre.

Não há ação na série, e se há, é muito pouco. Raramente há perseguições ou tiroteios. E quando há, quase não vemos sangue sendo jorrado. Esse é mais um ponto negativo.

Há na história um outro personagem com a mesma maldição ou habilidade, e inclusive Henry torna-se sua vítima, aumentando seu ódio. Porém, até o momento  - assisti até o episódio 14 -, não sabemos como ambos adquiriram o poder da imortalidade. Objeto alien, artefato espiritual, excepcional acidente químico circunstancial: não sabemos o que promoveu tal dom. Essa pequena lacuna no roteiro, acredito, proposital, deve ser revelada e convincentemente. Provavelmente descartarão questões espirituais frágeis.

Apesar da falta de efeitos visuais em cenas de crimes, falta de porrada, colisões de veículos e classificação indicativa baixa, não apresentando cadáveres com intestinos expostos ou sangue lançado no avental e na tela, é uma boa série policial e, sobretudo, investigativa, com pequenos elementos de ficção e temas reflexivos existenciais - basta nos deleitarmos nas narrações iniciais ou finais do simpaticíssimo personagem principal.

Texto e pesquisa: 
Miguel Jr Arts

2 comentários:

  1. Eu gosto da série, espero que consiga uma segunda temporada. Pois apesar da série não ter aquele rítmo de mistério e intriga ininterrupto tem um charme e uma áurea de mistério no ar assim mesmo devido à condição de imortalidade do personagem principal. Há uma mescla entre passado e presente que traz muito charme ao seriado, e eu vou sentir falta desse romantismo se a série chegar a ser cancelada. Não tivemos chance ainda de ver desenvolvida mais conflitos para Henry na sua vida cotidiana e internamente devido à sua condição. Acho que se os roteiristas forem mais inspirados há muita coisa a explorar e espero que tenham ainda chance de fazer isso.

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  2. Olá, Elisângela. Obrigado pelo comentário. Bem lembrado: as flash backs são carregados de romantismo. Também gosto da série. Sem falar de que o ator é super carismático - e imortal. Obrigado.

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