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Contador Grátis Miguel Souto: SÉRIE EXTANT - Crítica

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

SÉRIE EXTANT - Crítica



DADOS TÉCNICOS:

O criador da Série é Mickey Fisher. A série americana, que estreou em julho de 2014, e é considerada ficção científica, mistério e drama, pertence ao canal CBS. No elenco estão Halle Berry, Goran Visnjic, Pierce Gagnon, dentre outros. 

Como produtores executivos, destacam-se o próprio criador, Mickey Fisher e Steven Spielberg e ainda Greg Walker.


SINOPSE:

Molly Woods, uma astronauta da ISEA (International Space Exploration Agency) passa 13 meses em missão solo na estação espacial Seraphim. Suas experiências no espaço podem levar a certos eventos que tendem a mudar o curso da história da humanidade.


CRÍTICA:

Qualquer série ou filme que mantenha em primeiro ou segundo planos o ambiente espacial, atrai como imã, minha atenção. Entretanto, as vezes o roteiro não é bem trabalhado, ou os efeitos visuais não são formidáveis, tão pouco minimamente convincentes, principalmente pelo baixo investimento. Extant se adequa perfeitamente na primeira opção. 

Há na série inteira elementos de ficção científica, como hologramas, a estação espacial, o Ethan etc, mas no decorrer dos episódios, percebemos que o foco da história é o dilema familiar, emoções passadas da personagem principal e o mistério alienígena em sua viagem espacial. Há cenas de tensão e suspense, como quando Molly está sozinha na estação e se depara com o "fantasma" do seu ex, ou força alienígena, mas como disse, a maior parte da energia empregada na história é aplicada no drama.

Vamos falar agora sobre aspectos tecnológicos da história: assim como a série "Almost Human", essa poderia e deveria investir mais em acessórios de ponta. Em outras palavras, ao invés de telefone comum, os personagens poderiam se comunicar por holograma projetados a partir de implantes cutâneos, como em meu roteiro "2118: Recomeço". Os carros nesse futuro não tão distante, são similares aos nossos, apenas leves modificações no design e som do motor - quando assistir, preste atenção no som do motor - muito bom. Me arriscaria, como o fiz, em sugerir veículos voadores ou em "aerovias" suspensas. Um detalhe que me deixou pasmo (negativamente perplexo): nesse futuro a propulsão continua sendo química! No último episódio da primeira temporada, ou seja, no décimo terceiro, 
vemos um ônibus espacial similar ao Discovery (sou obrigado a dizer que a cena ficou hiper realista, mas essa tecnologia é arcaica, ou seria ou será). Resolução do problema: naves mais modernas com motores movidos a plasma, "íons-magnetoplasma", ou mesmo elevadores espaciais como citado em meu roteiro

Há, quanto a Ethan (Pierce Gagnon), o primeiro Humanichs, poderiam deixá-lo mais tecnologicamente atraente. O único efeito visual que vemos envolvendo o personagem é quando "o recarregam" - na verdade pode ser um efeito especial -, ou alguns gráficos no laboratório representando sua rede neural e organismo. Ele é avançado, claro - pode se conectar a qualquer rede, detêm consciência plena e sentimentos complexos similares aos humanos, mas poderia ter percepções sensoriais ampliadas, como super audição, ou visão de raio-X. Os produtores poderiam até cria-lo parcialmente em CG, obvio que o orçamento final seria multiplicado, mas dinheiro, nesse caso, não seria problema.

Vamos às atuações e destaques: Halle Berry, que também é produtora(!), é uma boa atriz. Sua personagem lembra, e muito, Sandra Bullock, no fenomenal "Gravidade". Ainda farei uma crítica sobre esse ótimo filme. Molly, entretanto, torna-se um pouco monótona, pois parece demasiadamente presa, acorrentada, algemada à Marcos, seu ex-marido falecido, e a seu bebê, que nasceu sem vida. Ocorre muitos flashback's, e sempre temos que voltar no tempo com suas alucinações. A impressão que temos é de que apesar de conviver com outro homem, ela sonha literalmente em rever seu primeiro amor. Parece feliz com a nova família, mas confusa com um homem imaginário, ou ser alienígena, portanto, possivelmente é infeliz. Tudo se complica ainda quando descobre sua gravidez. A atuação dela no último episódio, precisamente na cena em que está sentada na cabine da nave acoplada à estação espacial, onde se despede do filho, numa iminente morte, não foi a melhor possível. Não demonstra, na minha opinião, a emoção e angústia necessárias e reais de alguém com uma bomba nas mãos prestes a morrer. 

O ator Goran Višnjić na pele do marido de Molly é o típico pai dedicado, preocupado, compreensivo e inteligente. Talvez até essessivamente compreensivo e passivo. Com algumas excessões, como quando é rígido com sua equipe, seu comportamento é inalterável, sempre o mesmo. 

Hiroyuki Sanada, apesar de ser, na história, o responsável por tudo de ruim (envio de Molly na missão, exposição ao poder alienígena, gravidez, retirada do feto, prisão da criança, ameaças à família etc) não revela tanta maldade quanto o personagem de Michael O'Neill, o chefe de Molly, que inclusive, em muitas ocasiões se torna apático, chato mesmo.

Meu destaque de beleza, vai para a atriz Grace Jane Gummer,  que, no roteiro, ajudou a projetar Ethan. Carismática e sobretudo, com um olhar extremamente sexy, ela rouba a cena sempre que aparece. Seus lábios não são espessos como os de Angelina Jolie, mas seu olhar pode ser tão penetrante/atraente quanto o de Rihanna. E eu não sabia: ela é mais nova que eu. Nasceu em 1986.

Quanto ao destaque de beleza, desclassifiquei Berry, principalmente pelo seu corte de cabelo. Mulheres com cabelo curtíssimo não conseguem apresentar seu real potencial de sedução - opinião pessoal. Em outras palavras, não me sinto pessoalmente atraído por mulheres sem cabelo.

Quanto a Pierce Gagnon, o Ethan, obrigatoriamente, faz a mesma expressão quase todo o tempo. Tecnicamente o personagem, que é um robô, não dá muita liberdade para a atuação, mas conseguimos sentir empatia pelo garoto. 

O impacto causado pelo robô na saciedade é impressionante, exige uma profunda reflexão e aqui terá um espaço especial. Alma existe? Na minha opinião, não. Sou ateu e concordo com a perspectiva adotada pelo marido de Molly. 

Me surpreendi com uma cena no primeiro episódio onde há uma breve discussão cética/religiosa. Adorei. Não me contive e separei abaixo, parte do diálogo entre o marido de Molly e uma assistente do Hiroyuki Sanada. 

***Direitos reservados aos autores***
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- "Planeja matá-la?"

- "Minha filha é humana."

- "Não entendo a diferença."

- "Para começar, ela tem alma."

- "Com todo o respeito, srta. Dodd, a alma não existe. O que chama de alma, eu chamo de efeito acumulativo de vivência. Informação simples
percorrendo neurônios no cérebro de sua filha."

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***Direitos reservados aos autores***

Diálogo maravilhoso, excitante. Parabéns aos autores.

Resumo: 

Recomendo a série, mas com algumas ressalvas. Tem pouca ficção científica de fato, apesar de ironicamente ser alicerçada em tal gênero. Ela se prende muito a dilemas, passado da personagem e apresenta um mistério alienígena que traz suspense, e algum espanto, mas traz também confusão ao roteiro. Até agora não sei o que são aquelas partículas e o que exatamente aquele menino alien almeja, além de manipular mentes. 

Se a viagem de Molly, o acidente, a perda do bebê fossem eventos em tempo real, ou seja, a acompanhássemos desde a primeira ida ao espaço, talvez seria mais interessante. Entretanto, só o ar sombrio dos corredores da estação ou os símbolos no abdomem de Molly, ou ainda o simples fato de um robô criança revolucionando a sociedade, já valem acompanhar a série.  A assinatura do grande Spielberg e seu apoio, inclusive financeiro, estimula ainda mais nosso interesse, aumentando a expectativa.


 Vamos esperar agora que a segunda temporada nos surpreenda, algo que definitivamente não ocorreu na primeira. Podemos apostar nisso, por que a série tem alto potencial, mas precisa se desprender de questões emocionais saturadas, gordurosas, ter mais desenvolvimento, ação ou ficção legítima.

Tá aí mais uma crítica. Estava há mais de um mês planejando essa. 
Finalmente saiu. 

Breve mais críticas. Obrigado.


Imagem: 
Divulgação Net.

Crítica e pesquisa:
 Miguel Jr Arts









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