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Contador Grátis Miguel Souto: MORTE

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Radialista, nascido em Aracaju-Se, estudante de administração, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento.

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

MORTE

O medo, a dor e a ingenuidade são coisas que estimulam as pessoas a acreditarem em vida após a morte, afinal é mais confortável a esperança de rever um ente-querido ou de estar feliz, realizado em um paraíso, que encarar autópsia, decomposição, pobreza, tristeza e fim - simplesmente. Sobretudo, é recomendável deitar-se na cama áspera de pregos da realidade, que num colchão fictício e confortável com lençóis imaginários. Quando não há mais batimentos cardíacos, quando não há mais oxigênio no cérebro, não há mais sinais elétricos nos neurônios ou químicos entre eles, e apenas isso: não há mais nada, a pessoa se foi pra sempre. Alguém estava conversando com você pela manhã, e agora pela noite está num caixão ou reduzido à cinzas - inadmissível, porém é exatamente a realidade e por isso nos assustamos.

Há a possibilidade, embora pequena, de voltarmos à vida após o fim: descongelamento e reanimação de corpo e mente. Se houvesse no Brasil uma empresa especializada em criogenia como a Alcor, e tal serviço tivesse um valor acessível (lá nos EUA o custo é de US$ 120 mil por 200 anos), seria um dos primeiros a me cadastrar. Além dessa possibilidade, como rever alguém especial que faleceu? No céu, quando Jesus Voltar? Respeito quem acredita, e inclusive era adepto dessa idéia, mas reavaliei meus conceitos junto à ciência, e acredite, estava sendo enganado por tradições, lendas, mitos e medo.

O ideal é vivermos a vida intensamente (essa frase serve principalmente pra mim, pois não a pronuncio diariamente como deveria), tendo consciência do fim e do risco - o fato de respirarmos e ocuparmos um lugar no espaço já é um risco. Não é necessário sermos tão rígidos ao ponto de adotarmos em casa perguntas rebeldes como:"Será que hoje a noite estarei numa mesa sendo aberto por legistas?" Tenho em meu quarto filhas (perguntas) rebeldes como essa, e dão muitíssimo trabalho à consciência.

Temos 73,4 anos (expectativa do brasileiro em 2011 - IBGE) para viver; isso caso não aconteça algo antes, considerando a violência e insegurança no Brasil. Resta apenas aproveitarmos esse curto tempo.

Então qual o objetivo da vida para um ateu? Se não existe céu, não há nada além daqui, o que viemos fazer afinal nesse planeta? A seguir minha resposta pessoal: o objetivo da vida é nos realizarmos (pessoal e profissionalmente), fazermos algo relevante para nossa espécie, o próximo, quem amamos, sermos úteis para qualquer fim coletivo, vivermos em sociedade, evoluirmos, melhorarmos, explorarmos, colonizarmos outros mundos, conseguirmos respostas perante o imenso universo, vivermos, sorrirmos. Posso acrescentar, biologicamente, a procriação.

Não é preciso sonhar com um céu idealizado, pois ele não existe; é apenas um meio estratégico para camuflar dores e angústias de pessoas que não vivem ou não tem condições ideais e claro, manipulá-las e explorá-las psicológica, física ou financeiramente como fazem todas as religiões.

Dividimos esse pequeno planeta azul, nesse pequeno tempo de uma geração - e só isso. Precisamos manter a esperança no amanhã - isso nos move junto com objetivos -, mesmo sabendo da possibilidade de não estarmos nele.  E afinal, um dia não estaremos nele. Não estaremos! Ponto.


                                                 Texto e imagem: Miguel Jr Arts

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