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Estância/Aracaju, Sergipe, Brazil
Radialista, estudante de Administração, nascido em Aracaju-Se, amante da astronomia - vê na Ciência/Cosmologia o meio para a resposta da maioria das grandes questões. Compositor que também desenha, e além disso, escreve roteiros e cria outras coisas. Ateu, empático, pacifista. Apaixonado por rock, música eletrônica e filmes, sobretudo de ficção. Autodidata, obsecado por conhecimento e mais conhecimento.

MINHAS ANIMAÇÕES

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

RESPOSTAS DE UM ATEU A UM TEÍSTA

DICA INICIAL E CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS

Olá, amigo(a) leitor(a). Caso queira ler diretamente as respostas de um ateu a um teísta, basta ir ao tópico referido, logo abaixo. Esse é o maior e mais complexo artigo que já escrevi até agora - levou cerca de um mês para ser escrito. Tentarei ser objetivo, apesar do tema naturalmente exigir extensa análise. 


Dica
 Imagem: Miguel Jr Arts

Meu objetivo é auxiliar, com bases científicas, a qualquer ateu ou ateia responder questionamentos complexos vindo de teístas, além de argumentar. Seria uma espécie de guia coeso, de fácil acesso e memorização, inclusive para mim mesmo!

Não pretendo denegrir qualquer ideologia ou conceito religioso, pois defendo e sempre defenderei a liberdade de pensamento e expressão. Os teístas merecem ser tratados com respeito e educação. O ateu e ateia, mais do que qualquer pessoa, deve demonstrar isso na prática, e exercer empatia.

Com o propósito de diminuir a monotonia(!), há diversas imagens que, assim como alguns textos de pesquisas, tem seus referidos autores e sites mencionados e disponibilizados.

Esse artigo não está imune a retificações, críticas ou muitas complementações. É fruto de vasta pesquisa e posicionamento pessoal. O autor estuda administração e é autodidata, logo não tem qualificação acadêmica comprovada no campo Cosmológico ou na Física. Recomendo maior pesquisa.


INTRODUÇÃO

Diálogo entre Ateu e Teísta
 Imagem: Miguel Jr Arts / Divulgação Net

"E você acha que o Universo veio do nada? Como todas as coisas, os animais, eu, você - tão complexo que é -, como tudo poderia ter vindo do nada, ou de uma explosão?" Essa foi a pergunta que recebi de uma teísta numa manhã ensolarada, enquanto estava distraído em casa, sem camisa, com um amigo, em frente ao computador, e admitir meu ateísmo. 

Ironica e absurdamente, apenas balancei a cabeça, dizendo: "sei, sei..." Humilde e sinceramente admito aqui que, no calor do fugaz momento (o diálogo não durou mais que 1'30''), não sabia o que responder. Obviamente não me saí bem no curto debate. Isso ocorreu recentemente.

Meu posicionamento demonstra algumas possibilidades: eu não tinha conhecimento científico mínimo ou suficiente sobre a origem do Universo, ou optei em não responder para não prolongar a conversa, pois estava com visita - não usei essa desculpa, pois nem lembrei que existia, ou sabia argumentar, mas por ser pego desprevenido, fiquei nervoso e deu um branco. Para o teísta, suponho, a primeira possibilidade é a correta. Sim, ele(a) saiu vitorioso(a). Talvez comentou com a amiga: "Esses novos ateus. Tá vendo como calei ele?!"

Eu poderia ter respondido: "A ciência não sabe exatamente a origem do Universo. Sabemos e podemos provar que ele está em expansão, logo, a muito tempo atrás, toda a matéria estaria cada vez mais próxima, e teria, consequentemente, convergido para um único ponto extremamente denso". Seria um resposta coerente, mas com lacunas e sem profundidade adequada/ideal para um alicerce.

Vale ressaltar aqui que a pergunta do teísta é composta por, no mínimo, três grandes indagações: origem do Universo, origem da vida e origem e evolução dos mamíferos, humanos. Talvez por ser 3 em 1, me deixou momentaneamente atônito e sem reação. Entretanto, meu laudo final da investigação é: embora seja amante da Cosmologia, como ateu, não estava devidamente preparado para uma discussão com um teísta. Poderia até ser pior se eu respondesse: "O Universo veio do Big Bang!" - seria um absurdo! Jamais diga isso.

Está claro que não estava preparado, por que não me aprofundei no assunto (embora tenha lido artigos e assistido documentários a respeito).

Por isso estou escrevendo. Deveria tê-lo feito antes. Normalmente só tomamos vitamina 'C' quando estamos gripados, só nos consultamos com um médico, quando doentes. Nesse caso, só memorizamos respostas científicas importantes, quando pressionados em debate. 


BIG BANG


O que é o Big Bang?
 
Ilustração Big Bang
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: AgenciaEternety 

A "hipótese do átomo primordial", Big Bang ou modelo da grande explosão térmica é a ideia de que o Universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado e estendido. Trata-se de uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.

No início do tempo-espaço a matéria estaria compactada. Os objetos estariam muito mais próximos uns dos outros. Seria extremamente minúsculo e infinitamente denso. Toda matéria, energia e espaço estavam comprimidos em uma área de volume zero e densidade infinita.

O Universo surgiu há pelo menos 13,7 bilhões de anos, a partir de um estado inicial de temperatura e densidade altamente 
elevadas. O Big Bang explica a evolução geral do Universo desde aquele instante inicial. Os cosmólogos se referem a isso como inflação.

A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968) e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966).


Qual o objetivo do Big Bang?

O objetivo do Big Bang não é exatamente explicar a origem do Universo, mas explicar como ele se desenvolveu de um estado minúsculo e muito denso. Ele não tenta explicar o que iniciou a criação do Universo, o que existia antes do Big Bang ou até o que existe fora do Universo. A teoria descreve o desenvolvimento do Universo do momento imediatamente posterior ao seu surgimento até os dias de hoje. 

No começo do Big Bang, as quatro principais forças básicas do Universo estavam unificadas: eletromagnetismo, interação nuclear forte, interação nuclear fraca e gravidade.


Big Bang foi uma explosão?
Desenvolvimento do Big Bang, Radiação de fundo e ação da interação repulsiva 
entre a matéria e a antimatéria
Origem da imagem e direitos reservados: 


Não. A teoria descreve a expansão do Universo. Em decorrência do nome "Grande explosão" muitas pessoas se confundem. Big Bang foi uma expansão incrivelmente rápida do Universo (possivelmente mais rápida que a velocidade da luz). Fred Hoyle, crítico do Big Bang e defensor do "Universo estacionário" é creditado como o criador do termo Big Bang. Ele usou essa denominação numa transmissão de rádio em 1949.

Existia algo antes do Big Bang? 

Provavelmente não. Nessas condições, as leis convencionais da física não podem ser aplicadas, pois quando se tem a dimensão nula e a massa infinita, qualquer evento antes desta singularidade não pode afetar o tempo atual, pois ao iniciar o Universo, expandindo a massa e ao mesmo tempo se desenvolvendo em todas as direções, indica que o tempo também esteve nesta singularidade, logo o tempo era nulo. Como antes do Big-Bang o Universo era uma singularidade, presume-se que o tempo então não existia, pois se objetos densos tendem a retardar o tempo, logo quando se tem matéria infinita em espaço nulo, a singularidade é tal, que o tempo para. Como a teoria geral da relatividade nos informa que espaço e tempo estão ligados, o próprio tempo deixa de existir. 

Obs.: Objetos muito densos, como Buracos Negros ou Estrelas de Nêutrons, retardam o tempo devido aos efeitos gravitacionais - Teoria da Relatividade de Albert Einstien (1879-1955).


Radiação Cósmica de fundo (RCFM)
Radiação cósmica de fundo em microondas obtida pela Sonda de Anisotropia 
de Microondas Wilkinson (WMAP) - NASA
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: OrigemdaVida 

O Universo está repleto de radiação cósmica de fundo, ou radiação relíquia, que se considera ser radiação residual do Big Bang. A RCFM é formada por resquícios da intensa energia emitida pela bola de fogo primordial do Big Bang. No passado, ela era intensamente quente, mas agora se resfriou a gélidos 2,725 kelvins (-270,4 graus Celsius).

A maior evidência do Big Bang é a radiação cósmica de fundo, um "fóssil" de uma época em que o Universo era muito novo. 


Um pouco de História

A radiação cósmica de fundo foi prevista por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman (cientistas da universidade de Princeton), em 1948,  após o físico Fred Hoyle afirmar que, se o Big Bang tivesse ocorrido, haveria um registo “fóssil” da explosão.
 
 Arno Penzias and Bob Wilson
Origem da imagem e direitos reservados: 
Sites:Scienceblogs e LIFE magazine

Em 1965, Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories, New Jersey, detectaram um ruído na antena utilizada para radiodifusão que perceberam vir de todo lugar do espaço, descobrindo que realmente se tratava da radiação cósmica de fundo, o que lhes valeu um Prêmio Nobel. Essa descoberta validou a teoria do Big Bang que previa um universo primordial formado por plasma quente e denso constituído por partículas carregadas e fótons. Desde aquela época, a RCFM vem se esfriando por causa da expansão do Universo. Quando a RCFM foi liberada, sua temperatura era de cerca de 3.000 kelvins (2,727° C).

Padre Lemaitrê
Origem da imagem e direitos reservados: 

Em 1927, o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966) propôs que os desvios espectrais observados em nebulosas se deviam a expansão do Universo, que por sua vez seria o resultado da "explosão" de um "átomo primordial".

Segundo ele, todo o Universo (não somente a matéria, mas também o próprio espaço) estava comprimido num único átomo chamado de "átomo primordial" ou "ovo cósmico". Posteriormente a teoria foi desenvolvida por George Gamow.

Felizmente, em 1965, um ano antes de sua morte e já doente em um hospital, recebeu com alegria a notícia de que sua Teoria do Big Bang fora confirmada pelos experimentos de Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson e era tida como a teoria padrão pela comunidade científica.
 
Edwin Hubble
Origem da imagem e direitos reservados: 

Em 1929, Edwin Hubble confirmou a teoria de Lemaitre ao medir um desvio para o vermelho no espectro ("redshift") de Galáxias distantes, e verificar que este era proporcional às suas distâncias (Lei de Hubble-Homason). 

Hubble não só verificou que a maioria das galáxias tinha um desvio para o vermelho, mas também que este desvio era tanto maior quanto maior a distância entre as Galáxias. Ele percebeu que quanto mais distante uma Galáxia estivesse da Terra, mais rápido ela pareceria estar se afastando de nós. Para ele, se recuássemos o bastante, teríamos um colapso do Universo para uma área com densidade infinita que conteria toda a matéria, energia, espaço e tempo do universo. O Big Bang surgiu como resultado de um processo de engenharia reversa.

Redshift
Ilustração Redshift
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: Wikipedia


Desvio para o vermelho

O desvio para o vermelho (redshift) é um fenômeno ótico ocasionado pelo afastamento da fonte de luz. 

O desvio para o vermelho de uma Estrela é uma indicação da velocidade com que ela está se afastando da Terra. Quanto mais a luz se desviar para a extremidade vermelha do espectro, mais rápido a estrela estará se afastando.

Christian Doppler descobriu que a freqüência de uma onda sonora dependia da posição relativa da fonte de som. Quando um objeto ruidoso se aproxima do observador, as ondas de som se comprimem. Quando se afasta, as ondas se distendem e o som se torna mais grave (efeito Doppler).

À medida que as Estrelas se afastam, os comprimentos de onda que emitem se distendem (apresentam um desvio para a banda do vermelho no espectro) porque essa extremidade do espectro apresenta comprimentos de onda maiores. Quanto mais a luz se desviar para a extremidade vermelha do espectro, mais rápido a estrela estará se afastando.  Quanto mais distante um objeto celeste, mais rápido ele se afasta de nós.


Ilustração Redshift
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: SkaTelescope 


Hubble percebeu que a velocidade de uma galáxia parecia ser proporcional à sua distância da Terra. Quanto mais distante uma galáxia estivesse da Terra, mais rápido ela pareceria estar se afastando de nós. A partir desses dados, outros cientistas puderam teorizar que o Universo em si estivesse se expandindo.

 
Detalhes do Big Bang

Ilustração Big Bang
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: HypeScience 

Enquanto o Universo se expande, a radiação contida e a matéria se esfriam. 

A nucleossíntese foi a formação inicial dos primeiros núcleos atômicos elementares (hidrogênio e hélio).  Ela ocorreu 100 segundos após o impulso inicial.  A matéria passou a dominar o Universo primitivo e a densidade de energia em forma de matéria passou a ser maior do que a densidade em forma de radiação. 

À medida que a matéria de expandia pelo espaço, a radiação também se expandia, porém em velocidade muito maior. Daquela energia irradiada sobraram alguns resquícios em forma de micro-ondas.


Ilustração das épocas Cósmicas do Universo desde o Big Bang.
Origem da imagem e direitos reservados: 

Tradução da ilustração na ordem esquerda, direita, cima, baixo: Épocas Cósmicas / Galaxy A1689 - ZD1: 700 milhões de anos após o Big Bang / Big Bang / Era Radiação / 300 mil anos: Idade das trevas começam / 400 milhões de anos: Estrelas e Galáxias nascentes se formam / 1 bilhão de anos: Idade das trevas acabam / 4,5 bilhões de anos: Sol , Terra e Sistema Solar se formaram / 13.7 bilhões de anos: Presente / Galáxias evoluem


A Teoria do Big Bang baseia-se em dois pré-supostos: o primeiro é a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, que explica a interação gravitacional da matéria; o segundo é o conhecido princípio cosmológico, que diz que o aspecto do Universo independe da posição do observador e da direção em que ele olhe.

A matéria primordial do Universo era composta, principalmente, de partículas elementares, como quarks e elétrons. À medida que ela ia se expandindo e esfriando, os quarks se uniam formando partículas maiores chamadas hádrons, os quais podem conter 3 quarks (bárions) ou 2 quarks (mésons). Os prótons e nêutrons formados (que são bárions) se agrupavam em núcleos, e os elétrons eram capturados em órbitas em torno dos núcleos, formando átomos.

Hoje, a temperatura do universo é de 2.725 graus Kelvin (-270 graus Celsius), ou seja, apenas dois graus acima do zero absoluto.  À medida que a matéria se resfria, os átomos se movem cada vez menos. Em determinada temperatura, eles atingem sua menor velocidade possível de movimento. Zero grau Kelvin corresponde a menos 273 graus Celsius.

Diagrama que ilustra a evolução do Universo
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Site: Cosmologa

Tradução da ilustração na ordem baixo, cima: Idade das trevas / Reionização Hidrogênio / Primeiras Galáxias / Era Quasar / Hélio reionização /  Formas (Formação) Sol / Presente / História do Universo

Usando o Cosmic Origins Spectrograph (COS ), a NASA identificou um tempo de 11,7 a 11,3 bilhões anos atrás, quando o Universo começou a produzir elétrons e átomos de hélio primitivos, um processo chamado ionização. Este processo aquecido de gás intergaláctico, inibiu o colapso gravitacional para formar novas gerações de estrelas em algumas galáxias pequenas. As galáxias de menor massa não foram ainda capazes de manter o gás, então ele escapou para o espaço intergaláctico.


Provas do Big Bang*
  Ilustração de cena de crime (Prova)
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1 - O Universo está em expansão

Se agora as Galáxias estão distantes e se afastando, se voltarmos no tempo, elas ficarão mais próximas, e quanto mais voltarmos no tempo, mais próximas elas estarão.

2 - A radiação cósmica de fundo

Depois de bilhões de anos de expansão, a radiação de calor original, que era na faixa do ultravioleta, está deslocada para o vermelho até a faixa do micro-ondas. Cerca de 1% do ruído estático na televisão (chuvisco) resulta da RCFM. 

* Essas são provas aceitas por muitos cientistas que confirmam o fenômeno do Big Bang.

Observações adicionais: Não precisamos testemunhar um evento para saber que ele aconteceu: basta examinar os vestígios dele. Big Bang, apesar do nome, não foi uma explosão, mas uma expansão do Universo. No Big Bang, só se formaram átomos de hidrogênio e hélio, e traços de lítio. Outros átomos se formaram no núcleo de Estrelas, e se espalharam quando elas explodiram. 

O Big Bang aconteceu há 13,7 bilhões de anos, o planeta Terra se originou entre 4,5 a 5,5 bilhões de anos atrás, e a vida se originou a 3,8 bilhões de anos atrás. Três eventos diferentes, em tempos diferentes. 

Hubble Deep Field (HDF)
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Site: Wikipedia

Descrição da imagem: 
Hubble Deep Field (HDF) - imagem de uma pequena região da constelação da Ursa Maior, montada a partir de 342 exposições separadas tiradas pelo Telescópio Espacial do Wide Field Planetary Camera 2 e mais de dez dias consecutivos entre 18 de dezembro e 28 de dezembro de 1995.

O Universo veio do nada? Nada surge do Nada. Correto?

Errado. Pela mecânica quântica, algo pode surgir do nada

Lawrence Krauss
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: Redorbit

Segundo o físico teórico Lawrence Krauss, os cientistas determinaram que os espaços vazios estão preenchidos com energia, na forma de partículas virtuais. Assista ao vídeo da palestra dele compartilhado no Youtube aqui.

Da perspectiva da física quântica, as partículas entram e saem da existência a todo o tempo. O nada é tão instável que ele tem que criado algo: em nosso caso, o Universo. Pode haver uma sucessão infindável de Big Bangs, criando muitos Universos com diferentes parâmetros e leis físicas. 



Stephen Hawking
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Stephen Hawking apresentou algo semelhante em seu livro “The Grand Design”: a energia positiva da matéria é balanceada pela energia negativa do campo gravitacional. Da perspectiva quântica, a energia total do universo é zero e a evidência matemática disso seria o fato do Universo ser plano e não esférico. Portanto, a energia do “nada” é conservada, mesmo que “algo” entre na história.


Mais sobre o Nada
Ilustração Big Bang
Origem da imagem e direitos reservados: 
Site: Time

Cientistas americanos detectaram sinais que remontam à primeira fração de segundo do Universo. Leia a notícia de março desse ano, no site da "Folha".

Dongshan He, Dongfeng Gao e Qing-yu Cai, físicos da Academia Chinesa de Ciências, publicaram o artigo “Criação espontânea do Universo a partir do nada” na revista científica “Physical Review D”. Confira a matéria completa no site "Mensageiro Sideral".

O vácuo não é realmente a ausência completa de tudo: coisas podem existir e não existir ao mesmo tempo, segundo a mecânica quântica. Todas as partículas são ondas de probabilidade. No vácuo, a cada dado momento, existe uma probabilidade não-nula (ou seja, maior que zero) de que uma partícula esteja ali. Essa partícula só existe por uma minúscula fração de segundo antes de ser destruída, preservando assim a lei de conservação de matéria/energia do Universo.

A cada vez que a lei das probabilidades faz o vácuo gerar partículas, elas nascem aos pares, que logo se aniquilam e desaparecem. Por essa razão, elas são chamadas pelos físicos de partículas virtuais. 

"Em razão do princípio da incerteza de Heisenberg, deve haver pares de partículas virtuais criadas por flutuações quânticas. Um par de partículas virtuais irá se aniquilar logo após seu nascimento. Mas duas partículas virtuais de um par podem ser separadas imediatamente antes da aniquilação pela expansão exponencial da bolha. Logo, haveria uma grande quantidade de partículas reais criadas conforme a bolha de vácuo se expande exponencialmente” - comentário de Qing-yu Cai.


TEORIAS DO SURGIMENTO DO UNIVERSO - ANTES DO BIG BANG


Não vou me estender nesse tópico, pois o objetivo desse artigo além de descrever o Big Bang (algo já bem executado ou basicamente apresentado) é, sobretudo, responder as perguntas de teístas e auxiliar ateus e ateias. Cá pra nós: o que existia antes do tempo e do próprio espaço é uma pergunta estranha. Apesar disso, é mais que válida. Exemplos: Por que o céu é azul? Por que o avião voa? Estranhas indagações, mas super interessantes. Pra se aprofundar, siga os links. 


Outro Universo 

Segundo  o físico teórico  Lee Smolin cada Buraco Negro daria origem a outro Universo. O Universo-bebê seria parecido com o Universo-pai, mas com propriedades físicas ligeiramente diferentes, com pequenas "mutações genéticas". Ele chamou isso de "Seleção Cosmológica Natural", citando o grande naturalista Charles Darwin

Lee Smolin
Origem da imagem e direitos reservados: 


Nosso Universo surgiu de uma singularidade, similar a um Buraco Negro. Estaríamos do outro lado de um Buraco Negro. Os Universos mais aptos, os que criam mais Buracos Negros, se reproduzem mais, e assim formariam a maior parte da população de Universos. Essa é uma ótima teoria, mas nos remete a perene e persistente indagação: "E o que havia antes desse outro Universo? E antes do outro Universo-pai e do outro-pai?"




Existem pequenos filamentos de energia vibrando em 11 dimensões que dão forma as partículas. Essa teoria propõe unificar toda a física e unir a Teoria da relatividade e a Teoria Quântica numa única estrutura matemática. Ela afirma que todas as partículas do Universo são formadas por cordas.

A teoria bosônica das cordas tem 26 dimensões, enquanto a teoria das supercordas e a Teoria-M envolvem em torno de 10 ou 11 dimensões.

Ilustração Esquema Teoria das Cordas
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Pra ficar mais fácil a digestão: Os grãos de areia são constituídos por partículas ainda menores: os átomos. Estes têm sua estrutura formada por elétrons, prótons e nêutrons. Os prótons e nêutrons, por fim, formam-se de partículas elementares chamadas de quarks. É até esse ponto que vai a física convencional. A teoria das cordas vai um pouco mais além. Da mesma forma que as diferentes vibrações das cordas de violão produzem sons diferentes, as vibrações desses pequenos filamentos de energia produzem partículas diferentes. Se a matéria for descomposta em suas menores partes, veremos que ela é constituída por pequenas cordas.

Antes do Big Bang o que havia eram espaços tridimensionais ou “membranas 3D" vagando sem nada dentro numa 4ª dimensão. Eles vivem uns ao lado dos outros, na 4ª dimensão. De tempos em tempos esses espaços se trombam. A batida enche de energia o ponto da colisão. E ele explode em todas as direções dentro de uma das membranas 3D. Seria basicamente o que conhecemos como Big Bang. Mas nesse caso, ele não teria vindo do nada. Seria o filhote de um choque de titãs cósmicos.



SURGIMENTO DA VIDA 


Terra
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Site: FotoseFotos

A Ciência sabe como a vida surgiu na Terra? Não. Mas ela tem boas hipóteses ou teorias. 

Quando se originou a vida? Evidências sugerem que a vida surgiu pela primeira vez por volta 3,5 bilhões de anos atrás. As evidências são formadas por microfósseis e estruturas rochosas antigas (estromatólitos).

Abaixo destacaremos as principais teorias do Surgimento da Vida. Assim como toda teoria científica, está sempre susceptível à complementações ou mesmo retificações - sim, a Ciência sofre mudanças, assim que uma nova evidência, cálculo ou teoria é apresentada. Diferente da religião, sempre imutável e irredutível, em poder da "verdade".

Há, descartamos o Criacionismo, pois não é, e jamais será uma hipótese científica. É fruto da mitologia, crenças e costumes populares locais. Além do popular criacionismo judeu, há o chinês, grego, indiano etc. Cada cultura criou sua versão do surgimento da vida, algo absolutamente compreensível e natural, numa época sem o desenvolvimento da ciência. Ironicamente hoje ainda eles persistem.

1 - Panspermia

A vida ou elementos orgânicos vieram em meteoritos e de outros lugares do espaço.
Panspermia/Cometas
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Teoria do final do século XIX: nosso Planeta foi povoado por seres vivos ou elementos precursores da vida oriundos de outros Mundos.

duas vertentes na PanspermiaNova Panspermia (há vida em todo o Universo, nas nuvens interestelares) e a Panspermia Dirigida (seres inteligentes de outras Galáxias colonizaram vários Planetas).

2 - Abiogênese

A vida surge da matéria inanimada (Geração Espontânea). 
Larva no milho/Exemplo de Abiogênese
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Site: Embrapa

Do grego a-bio-genesis , "origem não biológica". Uma força vital ou princípio ativo na matéria inanimada forma o ser vivo. Teoria popular desde Aristóletes (384 a.C. — Atenas, 322 a.C.). Até meados do século XIX os cientistas acreditavam que os seres vivos eram gerados espontaneamente do corpo de cadáveres em decomposição. Exemplos: larvas surgem do milho em decomposição, sapos da lama, ratos de camisa suada e milho(!)


A vida só pode surgir através de outro ser vivo.
Pintura de Redi
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O Biólogo italiano Francesco Redi (18 de fevereiro de 1626, Arezzo, Itália – 1 de março de 1697) foi um dos primeiros a utilizar o "grupo controle" ou método científico básico, abalando a Abiogênese. 


Experimento de Redi
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Site: GoPixPic

Ele colocou carne em decomposição em três tipos de fracos: um fechado com tampa, outro fechado com gaze, e o terceiro aberto. As moscas depositavam seus ovos na carne e surgiam larvas. Com a gaze, o ar "ou força vital" poderia entrar, mas mesmo assim não fazia nenhum efeito. Não havia larvas, logo, não existia Geração Espontânea.


Pausteur
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Site: PixGood

O cientista francês Louis Pasteur (Dole, 27 de dezembro de 1822 — Marnes-la-Coquette, 28 de setembro de 1895) acabou de vez com a Abiogênese.



Experimentos de Pausteur
Origem da imagem e direitos reservados: 
Miguel Jr Arts


Há micro-organismos no ar e quando eles encontram local propício, se desenvolvem.
Nos recipientes com "pescoço de cisne" o ar poderia entrar, mas devido "a curva", os micróbios não tinham acesso: o líquido permanecia intacto (eles ficam retidos no “filtro” formado pelas gotículas de água surgidas no pescoço do balão durante o resfriamento). Quebrando o gargalo, permitia-se a entrada de micro-organismos no suco nutritivo e eles se desenvolviam.

Biogênese é realmente o que ocorre na natureza, mas não soluciona a árdua questão da origem da vida. Assim como a Panspermia, transfere a resposta para outros seres.

Curiosidades: Pasteur criou a primeira vacina contra a Raiva. A Pasteurização (processo onde o produto alimentício é submetido à alta temperatura e, logo em seguida, à baixa temperatura, matando germes e bactérias) foi desenvolvida por ele.


4 - Teoria de Oparin e Haldane (Teoria da evolução molecular)

As condições da Terra primitiva favoreceram à formação de simples formas de vida.
A vida, portanto, é produto de um processo de evolução química.
Ilustração da Terra Primitiva
Origem da imagem e direitos reservados: 

Compostos presentes na atmosfera se combinaram, originando compostos orgânicos (aminoácidos e ácidos graxos), que ficavam flutuando na atmosfera, dando origem a moléculas orgânicas. Nessa época havia muitas descargas elétricas e elevada radiação ultravioleta, pois o Planeta não tinha Camada de Ozônio. A temperatura média era de cerca de 50°C. Composição da atmosfera: Metano, Amônia, hidrogênio e vapor de água. 


Fotos: Oparin and Haldane
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Segundo o bioquímico russo Aleksandr Ivanovich Oparin (1894 — 1980) e o geneticista e biólogo britânico John B. Sanderson Haldane (1892 — 1964), as descargas elétricas e as radiações que atingiam nosso Planeta forneceram energia para que algumas moléculas da atmosfera se unissem, dando origem a moléculas maiores e complexas: as primeiras moléculas orgânicas. Estas eram arrastadas pelas águas das chuvas e passavam a se acumular nos mares primitivos - Sopa Primitiva, rica em matéria orgânica. A vida teve origem a partir da evolução de compostos químicos inorgânicos. As proteínas formadas foram se aglomerando, até formar os Coacervados (não é considerado ser vivo, mas aglomerado de moléculas proteicas envolvidas por água em sua forma mais simples).

Essas estruturas se juntaram com o RNA (ácido nucleico) que também estava disponível na época no oceano primitivo. Eles eram Heterótrofos (buscavam energia se alimentando de outros seres vivos) e Anaeróbico (não utilizavam oxigênio para sobreviver). Depois, estes evoluíram, adquirindo a capacidade de se alimentar e se reproduzir, surgindo um ser vivo primitivo muito simples. Processo estendeu-se por cerca de 1 bilhão de anos (de 4,5 a 3,5 bilhões atrás).

Convêm registrar que essa teoria foi sugerida inicialmente pelo biólogo britânico Thomas Henry Huxley (1825 — 1895). Ele ficou famoso por defender publicamente a Teoria da Evolução de Darwin. 

 
Confirmação da Teoria de Oparin e Haldane 

 Stanley Miller
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Site: AEAA

O bioquímico Stanley Lloyd Miller (19302007) realizou um experimento inédito na Universidade de Chicago em 1952/1953, sob a supervisão de Harold Urey. Eles desenvolveram um aparelho em que simularam as condições supostas da Terra primitiva, confirmando a hipótese de Oparin.

 Experimento Miller
Origem da imagem e direitos reservados:               

Como demonstrado na ilustração acima, o sistema era fechado, sem oxigênio. Havia circulação de gases como hidrogênio, amônia, metano e além de vapor d'água, além de introdução de descargas elétricas, ciclos de aquecimento e condensação de água.

Como resultado desse experimento, surgiram moléculas mais complexas, inclusive os aminoácidos glicina e alanina, bases nitrogenadas, além de cianeto e formaldeído: a sopa prebiótica - isso em menos de uma semana.

De acordo com o resultado, as condições na Terra primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que transformavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos precursores da vida, ou seja, a matéria precursora da vida poderia ter se formado espontaneamente, a partir destas substâncias químicas simples, supostamente.

Miller passou a ser reconhecido no meio científico como o pai da química da origem da vida. Infelizmente ele faleceu em maio de 2007, aos 77 anos, vítima de parada cardíaca. Havia sofrido uma série de derrames.


5 - Fontes HidroTermais - Teoria do Mundo Ferro-Enxofre

A vida surgiu do fundo do mar, sob alta pressão, sem necessidade de Energia Solar.
Marianas
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Fontes Hidrotermais são fissuras na Crosta a partir da qual emerge um fluido geotermal ou hidrotermal. Trata-se de um ambiente quente, ácido e rico em mineraisElas se encontram perto de lugares vulcanicamente ativos; Geralmente áreas nas quais as Placas Tectônicas se movem. São consideradas modelos de ambientes pré-bióticos, onde pode ter ocorrido síntese de material orgânico. 

A água se infiltra nas fraturas das rochas e  aumenta de temperatura. Quando a água alcança uma profundidade, retorna à superfície. Ao entrar em contato com a  água mais fria há um choque térmico, formando as fumarolas.

Junto dessas fontes, surpreendentemente, a vida prolifera, graças à quimiossíntese - produção de matéria orgânica através da oxidação de substâncias minerais, sem recorrer à Luz Solar. 

As substâncias químicas encontradas nesses respiradouros e a energia que eles fornecem poderiam ter abastecido muitas das reações químicas necessárias para a evolução da vida. E as pesquisas promissoras continuam.

Fonte Hidrotermal
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O químico e advogado Günter Wächtershäuser, nascido em 1938, foi um dos primeiros a demonstrar que a origem da vida está ligada à atividade geoquímica das fontes hidrotermais do solo marítimo. A química primitiva da vida não teria se originado em soluções oceânicas, mas em superfícies minerais, como piritas de ferro, próximas a profundas chaminés submarinas, onde as primeiras células seriam bolhas lipídicas na superfície mineral.


Análise

Não existe um consenso dos cientistas sobre uma teoria do surgimento da vida, porém a mais aceita é a Teoria de Oparin e Haldane. Sou adepto dessa teoria e também acredito que houve formação de vida através das fontes hidrotermais. Não só os gases atmosféricos, raios, radiação e água propiciaram a aglomeração e complexidade de moléculas, como também os gases liberados em fendas no fundo do oceano fizeram o mesmo. 

Quanto a Panspermia não a descarto, pois acredito em vida fora da Terra. Apenas a considero de baixa probabilidade, pois a sobrevivência de compostos orgânicos ou mesmo micro-organismos vivos (possivelmente vindo em cometas) é difícil, embora possível, e comprovada em testes. A vida fora da Terra é comum, só ainda não descobrimos isso. Há vida em nosso quintal, suponho, na Lua de Júpiter, Europa, e nas Luas de Saturno, Enceladus e Titã. O desafio é chegarmos lá e explorarmos a fundo tais Satélites naturais. Europa, por exemplo, está a 620 milhões de Km e tem uma camada de gelo de cerca de 10 Km até o oceano.

Como relatado em seu livro "Deus, um delírio" de Richard Dawkins, na página 149, "a origem da vida foi o evento químico, ou a série de eventos, através dos quais as condições vitais para a seleção natural surgiram pela primeira vez." E ele continua: "o principal ingrediente foi a hereditariedade, seja o DNA ou (mais provavelmente) alguma coisa que faz cópias como o DNA, mas com menos precisão, talvez seu primo, o RNA. Uma vez que o ingrediente vital — algum tipo de molécula genética — está no lugar certo, a seleção natural darwiniana pode acontecer, e a vida complexa emerge como consequência. "

 
TEORIA DA EVOLUÇÃO - EVOLUCIONISMO



Ilustração Árvore da Vida
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A Teoria da Evolução é basicamente a adaptação de determinados indivíduos ao ambiente, frente a outros não adaptados, e também no surgimento de novas espécies. Os seres que se desenvolveram melhor, foram os que tiveram a chance de se adaptar as inúmeras mudanças que ocorreram na Terra. 

Esse tópico está editado, pois ainda dedicaremos um artigo completo sobre a Evolução aqui no Blog.


Charles Darwin
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Site: Wikipedia

O naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) apresentou em 1859 o livro: "Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida". Ele trouxe evidências da evolução das espécies, mostrando que a diversidade biológica é o resultado de um processo de descendência com modificação e adaptação.

Segundo Darwin, em qualquer grupo de espécies, todos os indivíduos possuem ancestrais em comum, em algum momento da história evolutiva. Assim, são descendentes destes, com modificações.

De acordo com essa teoria, não são exatamente os mais fortes que sobrevivem, mas os que se adaptam ao meio (por exemplo, poder de camuflagem, alteração de alimentação, pelagem para suportar temperaturas adversas etc).



Homo Sapiens (0,2 milhões de anos ou 200 mil anos atrás)


Ilustração da Evolução Humana
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Site: TemosGenes

O Homo Sapiens ("humano" e "saber") surgiu de 200 a 150 mil anos atrás, no leste da África. Dentre suas principais evoluções, destacam-se o crânio, com capacidade média de 1.300 centímetros cúbicos -  mesmo menos que o crânio do Homo neanderthalensis, era maior em relação ao corpo. Mais sobre Homo Sapiens no bom artigo do site AVPH.

Árvore Filogenética
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evolução humana é a origem e a evolução do Homo sapiens como espécie distinta de outros hominídeos, dos grandes macacos e mamíferos placentários. Os cientistas estimam que os seres humanos ramificaram-se de seu ancestral comum com os chimpanzés entre 5 e 7 milhões anos atrás. O Homo sapiens surgiu na África e migrou para fora do continente em torno 50 a 100.000 anos atrás, substituindo as populações de Homo Erectus (Ásia) e de Homo Neanderthalensis (Europa).


Fósseis Evolução - Museu Mello Leitão
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Site: MCV

Dentre os vários ancestrais do Homo Sapiens podemos destacar aqui o Australopithecus afarensis (3 - 3,9 milhões de anos atrás): era bípede, passava o dia em terra e dormia sobre as árvores. A criatura "Lucy", descoberta na Etiópia em 1974, tinha cerca de 1 metro de altura e pesava 30 kg.

O Homo Habilis (2,33 milhões a 780 mil anos atrás) é, por muitos cientistas, considerado o mais antigo ancestral direto do Homo Sapiens. Ele viveu antes do Erectus e manteve-se apenas dentro da África.


Afinal, nós viemos dos macacos?

Não. Tanto os macacos atuais quanto os seres humanos têm um ancestral em comum. Segundo estudos baseados em fósseis e análises de DNA, há cerca de 7 milhões de anos a África era habitada por um tipo de primata do qual descendem tanto o homem quanto os chimpanzés e bonobos atuais (um tipo de hominóide). Essa espécie originou duas linhagens distintas: uma delas levou aos australopitecínios (e ao Homo sapiens sapiens) e a outra resultou nos hominóides atuais. Considerando que esse primata é o avô da família, os chimpanzés não são nossos pais, mas nossos primos. 

Os humanos não evoluíram de macacos, orangotangos, chipanzés. Somos todos espécies modernas que seguiram diferentes caminhos evolutivos, apesar de termos compartilhado um ancestral comum com alguns primatas, como os símios africanos. É um erro pensar que somos o ápice da evolução, ou o objetivo da evolução dos outros animais. Os primatas atuais, incluindo os seres humanos, continuam evoluindo. Segundo Darwin, o homem e o macaco, em razão de suas semelhanças biológicas, teriam um mesmo ascendente em comum.

Mais sobre isso nos bons artigos dos sites Abril , Evolucionismo e Hypescience.



Migração Homo sapiens e Neanderthais através do tempo
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Site: Brasil247

Curiosidades: 

A invasão humana teve inicio entre 160 e 135 mil anos atrás, quando quatro grupos de caçadores-coletores viajaram da região central da África para o extremos Sul Africano. Há cerca de 125 mil anos atrás ocorreu a saída do Homo Sapiens da África. 

Entre 85 a 75 mil anos os H. Sapiens passaram da Ásia e chegaram ao Iran, onde já haviam hominídios, como Homo erectus, ocorrendo confrontos. Há 74 mil anos, após a super erupção - Monte do Lago Toba, houve uma extinção em massa, reduzindo a menos de 10 mil o H. Sapiens.

De 52 a 42 mil anos atrás ocorreu a invasão da Europa, já habitada pela espécie H. Neanderthalensis, ambas vivendo inicialmente de modo pacífico.

Houveram cruzamentos com descendentes férteis entre os H. Sapiens e H. Neandertais, Denisovans.

Os Neandertais foram extintos há 27 mil anos atrás.

De 25 a 19 mil anos atrás, grupos de H. Sapiens (Paleo-Índios) atravessaram o Estreito de Bering, passando pela Costa Marítima do Golfo do Alasca e chegando à divisa do Canadá e EUA.

De 19 a 15 mil anos atrás, os paleoíndios atravessaram a América Central e chegaram aqui no Brasil.


Provas da Evolução

 Richard Dawkins
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Site: Standard

Há algumas lacunas nos fósseis encontrados até hoje a cerca do suposto primeiro hominídeo e sua evolução linear até o Homo Sapiens Sapiens. Entretanto, como bem afirmou o biólogo ateu e escritor britânico Richard Dawkins em seu livro "Deus, um Delírio", temos sorte de possuir tantos vestígios. Segue um trecho interessantíssimo de seu livro na página 139. Estou lendo-o. Recomendo. Direitos reservados.

(...)"Só uma fração minúscula dos corpos fossiliza-se, e temos sorte de ter tantos  fósseis  intermediários.  Seria  bastante  provável  não  termos  fóssil nenhum,  e  ainda  assim  as  evidências  da  evolução  provenientes  de  outras fontes,  como  a  genética  molecular  e  a  distribuição  geográfica,  seriam incrivelmente  contundentes.  Por  outro  lado,  a  evolução  professa  que,  se  um único  fóssil  aparecesse  no  estrato  geológico  errado,  a  teoria  cairia  por  terra."

Farei futuramente uma crítica exclusiva aqui no Blog sobre esse excelente livro.


 Provas da Evolução/Cena crime
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Site: Wikimedia



1 - Registros fósseis: fornecem indícios de parentesco entre outras espécies e os seres viventes atuais ao observarmos, em muitos casos, uma modificação contínua das espécies.

2 - Adaptação: capacidade do ser vivo em se ajustar ao ambiente. Por seleção natural, indivíduos portadores de determinadas características vantajosas possuem mais chances de sobreviver e transmitir a seus descendentes tais características. Exemplo: camuflagem e o mimetismo (defensivo: animal se modifica para parecer mais perigoso. Ofensivo: parecer menos perigoso e atacar. Reprodutivo: plantas para serem polinizadas, elas simulam características animais).

3 - Órgãos vestigiais: estruturas pouco desenvolvidas e sem função expressiva no organismo, como o apêndice vermiforme e o cóccis, que podem indicar que estes órgãos foram importantes em nossos ancestrais remotos e, por deixarem de ser vantajosos ao longo da evolução, regrediram durante tal processo.

4 - Evidência Molecular: semelhança na estrutura molecular de diversos organismos. Quanto maior as semelhanças entre as sequências das bases nitrogenadas dos ácidos nucleicos ou quanto maior a semelhança entre as proteínas destas espécies, maior o parentesco e a proximidade evolutiva entre as espécies.



RESPOSTAS DE UM ATEU A UM TEÍSTA


Finalmente o tópico central do artigo, o mais relevante. Não significa que os tópicos anteriores não o foram, pois é material científico essencial para um ateu, ateia, agnóstico ou autodidata, estudante.  De qualquer modo, se você não os leu, ou se não os apreciou tanto, e já esqueceu grande porção, não há problema. Memorize essas respostas. Isso mesmo: memorize o que vem aí embaixo. Acredite: você precisará um dia, assim como precisei e estava despreparado. As repostas são objetivas e mais coesas e curtas possíveis. Não será tão difícil arquivá-las no cérebro. Vamos lá!

 
Ilustração: Perguntas/Dúvidas
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Site: Mises


1 - O Universo veio do nada?

A ciência não tem certeza de como o Universo surgiu, mas de como ele se desenvolveu. E não existe o nada absoluto. Os espaços vazios têm energia na forma de partículas virtuais, que entram e saem da existência aos pares, e as vezes, pode permanecer. O Universo pode ter surgido do nada, de acordo com a mecânica quântica. A energia positiva da matéria é balanceada pela energia negativa do campo gravitacional, por isso a energia total do Universo é zero. Portanto, a energia do “nada” é conservada, mesmo que “algo” entre na história.


2 - O Big Bang foi uma explosão?

Não.
Foi uma expansão do Universo a partir de um único ponto minúsculo e infinitamente denso, uma singularidade.



3 - Há alguma prova de que o Big Bang ocorreu?

Segundo muitos cientistas, a expansão do Universo e a Radiação Cósmica de Fundo são provas, se não completas, suficientes. A expansão do Universo observada em 1927 pelo padre Georges Lemaître e confirmada por Edwin Hubble em 1929, demonstra que, retrocedendo no tempo, as Galáxias estariam muito mais próximas. Em 1965, Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson detectaram a Radiação Cósmica de Fundo, os "ecos", os resquícios da intensa energia emitida pela bola de fogo primordial do Big Bang. Na televisão, 1% do ruído estático (chuvisco) resulta da RCFM.


4 -  O que existia antes do Big Bang?


Não é possível dizer o que havia antes do Big Bang, pois o próprio tempo e espaço não existiam. Estavam comprimidos. Trata-se de uma singularidade. Mesmo que haja Universos Paralelos ou mesmo que o nosso Universo tenha surgido de um Buraco Negro, tudo, por enquanto, é especulação.


5 - Como a vida surgiu na Terra sem um Criador?

De acordo com a Teoria de Oparin e Haldane (Aleksandr I. Oparin e John B. S. Haldane), é possível que a atmosfera primitiva tenha favorecido ao surgimento de moléculas orgânicas. As descargas elétricas e as radiações forneceram energia para que algumas moléculas da atmosfera se unissem, dando origem a moléculas maiores e complexas. A vida teve origem a partir da evolução de compostos químicos inorgânicos. As proteínas se aglomeraram até formar os Coacervados. Essas estruturas se juntaram com o RNA e adquiriram a capacidade de se alimentar e se reproduzir.  Todo processo durou 1 bilhão de anos. Essa teoria foi confirmada por um experimento realizado por Stanley Lloyd Miller em 1953, onde ele simulava os gases primitivos (hidrogênio, amônia, metano, vapor d'água), e introduzia descargas elétricas, fazendo surgir aminoácidos. Há outras teorias, como surgimento da vida em fontes hidrotermais. Portanto, a vida pode surgir sem nenhum criador.


6 - Como criaturas tão complexas como você e eu poderiam existir sem um Criador?

A complexidade de nós, o Homo Sapiens (200 a 150 mil anos), pode ser explicada através do processo de Seleção Natural ao longo do tempo. A Seleção Natural de Charles Darwin mostrou que a diversidade biológica é o resultado de um processo de descendência com modificação e adaptação ao meio. Os cientistas estimam que os seres humanos ramificaram-se de seu ancestral comum com os chimpanzés entre 5 e 7 milhões anos atrás. O Homo sapiens substituiu as populações de Homo Erectus (Ásia) e de Homo Neanderthalensis (Europa). A própria disputa pela sobrevivência, modificação/mutações dos genes ou mesmo o meio ambiente podem modelar ou contribuir para a evolução das espécies. Foi o que aconteceu conosco: nossa complexidade não surgiu por forças sobrenaturais, mas por um processo natural ao longo de muitos anos.

7 - Existe alguma prova da Evolução?

Sim. Registros fósseis, Adaptação (por seleção natural, indivíduos portadores de determinadas características vantajosas possuem mais chances de sobreviver e transmitir a seus descendentes tais características), Órgãos vestigiais (estruturas pouco desenvolvidas e sem função expressiva no organismo, como o apêndice vermiforme e o cóccis) e  Evidência Molecular (semelhança na estrutura molecular de diversos organismos).


8 - Nós viemos de macacos?

Não. De um ancestral em comum. Há cerca de 7 milhões de anos a África era habitada por um tipo de primata do qual descendem tanto o homem quanto os chimpanzés (um tipo de hominóide). Podemos destacar como um dos nossos ancestrais o Australopithecus afarensis (3 - 3,9 milhões de anos atrás): era bípede, passava o dia em terra e dormia sobre as árvores. A criatura "Lucy" tinha cerca de 1 metro de altura e pesava 30 kg. 



9 - Por que os macacos não continuam a evoluir?

Os primatas atuais, incluindo os seres humanos, continuam evoluindo. O processo é longo. Cada espécie evolui de acordo com sua adaptação ao meio e mutações. Os macacos evoluíram, pois tiveram de se adaptar ao ambiente, e aos membros de sua própria espécie e outras espécies. 


Espero que você, amigo e amiga, tenha curtido o artigo. Espero ter ajudado os ateus e ateias. Como proferi, esse artigo servirá também para mim, numa possível "cola" esporádica. Brevemente escreverei mais artigos relacionados ao Ateísmo. 

Críticas e sugestões ou comentários são sempre bem vindos. Obrigado.



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